sábado, 21 de novembro de 2009
Hoje - Eletrobase DJ's 10 anos!!
Postado por Café Crime às 17:37 0 comentários
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
N.A.S.A. (partc. Fat Lip - The Pharcyde) HOJE no Circo Voador!!
Postado por Café Crime às 14:45 0 comentários
Manifesto Porta na cara
A rapazida do Circo Voador mandou muito bem com essa producao as véspras do dia de Zumbi e da Conciencia Negra. Uma prova da vergonha diaria que eh o sistema de "Seguranca" dos bancos, que minha opiniao so reproduz o macro-cosmo do nosso "Sistema Governamental". Vejam, divulguem, entrem no site, espalhem... "Vamo acordar,vamo acordar!!!!"
Postado por Iky Castilho às 11:03 0 comentários
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Jean-Christophe Camus lança HQ que volta à cidade idílica
RIO DE JANEIRO - Em 1959, o longa Orfeu negro, do francês Marcel Camus, apresentava uma visão estrangeira – e um tanto exótica – da realidade brasileira, que seduziu plateias e festivais do mundo inteiro (até hoje, é um dos filmes mais premiados da história, incluindo o Oscar de Filme Estrangeiro e a Palma de Ouro em Cannes). Cinquenta anos depois, seu filho, o quadrinista Jean-Christophe Camus faz – com a ajuda do ilustrador Olivier Tallec – uma outra viagem sentimental a um idílico Rio de Janeiro dos anos 50, com a HQ Negrinha, sobre a filha de uma empregada da favela do Cantagalo que cresce em meio a uma família abastada de Copabacana. Franco-brasileiro, o artista se inspirou na história da própria mãe, que encontrou Marcel Camus quando o cineasta filmava por aqui e mudou-se com ele para Paris. (...)
– Democracia racial?
Mesmo sem nunca ter morado no país, a proximidade familiar permitiu a Camus de fugir às habituais imagens estereotipadas que marcam o imaginário estrangeiro: mulatas sensuais requebrando à beira-mar, carnaval, futebol... O que lhe interessou mais foi analisar as relações raciais e sociais peculiares do Rio, através da história de Maria, a personagem que vive entre dois mundos ao ser criada pela família dos patrões de sua mãe. Ela estuda nos melhores colégios particulares, faz balé, brinca com amigas brancas; mas tem um reencontro radical com suas origens quando sobre ao Morro do Cantagalo para um enterro e apaixona-se por Toquinho, um morador da comunidade. Orgulhosa por vê-la crescer em um outro meio social, sua mãe se esforça, contra a vontade da filha, para que corte definitivamente os laços com as raízes.
Com a narrativa, Camus reflete sobre as complexidades da identidade mestiça brasileira, assim como as de sua própria família.
– Lembro do orgulho da minha avó pelo fato da minha mãe ter, além de uma pele mais clara, crescido entre os brancos ricos e cortado laços com as origens – conta o quadrinista. – Ela fez de tudo para que a filha saísse do seu mundo, a fez estudar nos melhores colégios. E dizia para mim que eu nunca deveria casar com uma negra, que isso era errado... Por outro lado, meu pai francês vivia elogiando a diversidade racial, dizendo que era a coisa mais maravilhosa que existia! Tudo isto sempre me intrigou, e foi só mais tarde que comecei a me interessar por minhas próprias origens e tentar entendê-las.
Com um estilo que abusa das cores claras e vivas, as ilustrações de Olivier Tallec caem como uma luva na história. Fugindo do detalhismo, constroem um espaço poético a partir de um panorama geral. Os belos cenários – praia, favela, morro e asfalto – podem ser identificados apenas por discretas referências. Os planos gerais evidenciam o contraste de cores e as curvas geográficas do Rio, remetendo às telas em aquarela. Transportam o leitor (inclusive o brasileiro) para uma cidade um tanto idealizada, mas que comove – assim como o longa de Marcel Camus – justamente por sua visão deslumbrada e inocente.
– Olivier e eu sempre tivemos consciência de que se tratava de um olhar estrangeiro e amoroso – admite Jean-Christophe Camus. – Fizemos um pouco de pesquisa, vendo fotos de arquivos e filme como Rio 40 graus, para que não fosse tão descolado da realidade, mas decidimos relaxar, no caso de haver imprecisões. Estávamos mais preocupados em criar um ambiente do que reconstruir algo com detalhes. Afinal, não é um documentário, é uma história romantizada... O engraçado é que quando o livro saiu na França (no início de 2009) foi descrito como o olhar de um brasileiro sobre o país, enquanto que no Brasil ele é visto como o olhar de um francês.
Nova visão
O quadrinista lembra que, depois do lançamento do livro em seu país, foi abordado por diversos leitores que lhe contaram ter descoberto uma nova visão do Brasil.
– Não há muitas histórias em quadrinhos sobre o Brasil por aqui e, com certeza, muitos aprenderam com esta. O que me deixa muito feliz... Principalmente no que diz respeito às questões raciais, muita gente tinha uma visão de miscigenação e harmonia total, e desconheciam essa espécie de racismo velado. De qualquer maneira, na França não é muito diferente: são os brancos que estão no topo da classe econômica. (...)
Postado por Orquidea às 11:02 0 comentários
Rapper Jay-Z quer abrir bar no Brasil
Postado por Café Crime às 10:45 0 comentários
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
HOJE - Áfricas em Nós - ll Encontro de Cultura e Literatura
Data: 16 e 17 de novembro de 2009
das 8:30h às 22:30h
Local: Campus Tijuca
Entrada Franca
- Apresentações
- Mesas-Redondas
- Oficinas
Informações: 2574-8888 ou http://www.africasemnos.wordpress.com/
Postado por Café Crime às 10:36 0 comentários
Mercadão de Madureira faz 50 anos e se consagra como ponto turístico
Arlindo Cruz visitando o Mercadão de MadureiraPOR SARA PAIXÃO, RIO DE JANEIRO
Inteiraço, o Mercadão de Madureira completou ontem 50 anos. Há cinco décadas, comerciantes festejaram em um churrasco a entrega dos estandes que substituíram o mercado informal, antes instalado no espaço onde é hoje a quadra do Império Serrano.Com 580 lojas distribuídas em dois andares e 13 galerias, o Mercadão na Rua Edgar Romero 239 funciona de segunda a sábado, das 6h às 19h, e, aos domingos, das 6h às 12h, recebendo 80 mil pessoas por dia. Por seu festival de cores e aromas e suas histórias, vai até virar livro e documentário, que serão lançados dia 14 de dezembro, no CCBB. O espaço é ponto turístico no subúrbio carioca.
Postado por Orquidea às 10:23 0 comentários
HOJE - A Poesia do Encontro - Elisa Lucinda e Ferreira Gullar
COM ELISA LUCINDA E FERREIRA GULLAR
Bate papo entre os escritores sobre poesia, arte e vida.
Segunda, dia 16 de Novembro, às 19h.
Rua Paulino Fernandes, nº15 - Botafogo (perto do metrô)
Postado por Orquidea às 10:13 0 comentários
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Notícias do nosso Brasil "varonil"
A cada dia vemos que os atuais eventos climáticos são as pautas principais dos meios de comunicação em todo o mundo. E não é pra menos!
De acordo com as lendas, 2012 tá chegando e seguindo as previsões.
O que mais vem pela frente?
Postado por Orquidea às 12:12 0 comentários
III Encontro de Cinema Negro Brasil, África e Américas
O III Encontro de Cinema Negro Brasil, África e Américas estará em cartaz em cinco espaços da cidade.
Postado por Café Crime às 11:29 0 comentários
terça-feira, 10 de novembro de 2009
DONNA SUMMER no Brasil!
Responsável por alguns dos maiores hits da disco music, Donna Summer faz três shows no Brasil esta semana. A turnê brasileira começou na segunda-feira (9), no Rio de Janeiro, e se apresenta no Credicard Hall nesta terça (10) e quinta-feira (12).Donna Summer vem ao país mostrar a turnê do disco "Crayons", seu primeiro de inéditas em 17 anos, cujo single "Stamp Your Feet" colocou a cantora novamente no topo da parada norte-americana. As músicas novas deixam de lado a disco music de 30 anos atrás, que fez de Donna Summer um ícone pop, e soam mais próximas de faixas de cantoras que frequentam as paradas atuais, como Rihanna, Beyoncé ou Pink.
Para Summer, as canções antigas ainda soam tão frescas quanto na época em que saíram porque são clássicas. "'A Garota de Ipanema' é um clássico. Todo mundo conhece e sabe cantar a canção", disse para explicar a longevidade e sucesso de canções como "I Feel Love", de 1977, e "Hot Stuff", de 1979, em pistas do mundo todo.
Nos shows, Donna Summer é acompanhada por uma banda de oito músicos que reproduzem as velhas canções como nas versões originais, para alegria dos fãs. "Não gosto quando vou a um show e não tocam a música do jeito que eu as conheço", afirmou a cantora.
Postado por Orquidea às 18:42 0 comentários
Lançamento do filme "De Repente: Poetas de Rua"
SHOWS COM:
Postado por Café Crime às 10:49 0 comentários
domingo, 8 de novembro de 2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Serius Jones apresenta: Life is Serius [The Movie]
Postado por Café Crime às 11:24 0 comentários
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Dianne Reeves no Brasil !!
Dianne Reeves e Buddy Guy, ícones do blues e do jazz respectivamente, se apresentarão gratuitamente em São Paulo no dia 29 de novembro. O evento Telefônica Open Jazz, que já trouxe ao país shows de Herbie Hancock, Macy Gray e Diana Krall, acontece no palco do Parque da Independência a partir das 16 horas.
O primeiro show do dia será de Dianne Reeves. A cantora, cujo disco mais recente é “When You Know”, de 2008, venceu por quatro vezes o Grammy de Melhor Performance Vocal de Jazz e é um dos principais nomes do jazz contemporâneo.
Na seqüência acontece a apresentação do guitarrista Buddy Guy. O músico deve tocar, além de canções clássicas, material de seu trabalho mais recente, “Skin Deep”, lançado em 2008.
1. Just My Imagination (Running Away With Me)
2. Over The Weekend (Edit)
3. Lovin’ You
4. I’m In Love Again
5. Midnight Sun
6. Once I Loved
7. Windmills Of Your Mind
8. Social Call
9. When You Know
10. Today Will Be A Good Day
Postado por Orquidea às 10:51 0 comentários
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Ursula Burns - Nova Presidente da XEROX
Quero compartilhar com todos!
O texto é grande, mas vale a pena dispor de alguns minutos.
Ursula Burns e a importância da diversidade na cultura organizacional
Texto comentado por Paulo Itacarambi*, na Rádio CBN
O que faz uma empresa gigante no setor, mas à beira da falência por crise e mudança de mercado, reagir e voltar ao topo? Estrita política de restrição de custos, demissões, enxugamento, novos produtos, marketing agressivo... Dificilmente, nesta lista, aparece o fator “diversidade” como impulsionador da virada. Será que não teve mesmo nada a ver?A gigante que quase caiu que citamos acima é a Xerox. Em 2001, Anne Mulcahy assumiu o posto de executiva-chefe com a tarefa de reverter os sucessivos prejuízos e queda nas vendas. Na época, era uma das dez mulheres a ocupar um cargo semelhante. A diferença com as outra nove é a que Xerox encontrava-se numa encruzilhada, com seus produtos tornados repentinamente obsoletos pelo estouro da internet.
Para superar a crise, Mulcahy aplicou algumas receitas amargas tradicionais das cartilhas de negócios. Mas também investiu na mudança cultural. E agora, em 2009, passa o bastão para Úrsula Burns, como Anne funcionária de carreira da empresa e negra. É o primeiro caso, no mundo corporativo americano – e talvez mundial – em que uma mulher transfere o comando de uma das 50 maiores corporações do mundo para outra mulher. Não é o primeiro caso de mulher não-branca a ocupar posto tão elevado. Antes de Úrsula Burns, em 2006, Indra Nooyi, nascida na Índia, chegou ao posto mais alto na Pepsico e hoje é apontada como a executiva mais poderosa do mundo, homens incluídos. Mais importante, Indra foi a primeira mulher não americana a chegar ao posto de CEO numa múlti tão tipicamente americana como a Pepsico.
Tanto Indra quanto Úrsula são parte de um fenômeno global que está redefinindo o papel das empresas e, ao fazer isso, transfere poder para parcelas dos funcionários que antes se viam alijados desta possibilidade de ascensão.
Por que ainda não vemos este movimento ocorrer em grande escala no Brasil, se nos orgulhamos tanto de nossa diversidade? Por que nossas empresas, mesmos as nacionais, mesmo as estatais, ainda não conseguem dar voz e decisão aos representantes de todas as etnias que ajudam a construir o nosso país? Por que estamos dilapidando esta nossa riqueza, em vez de usá-la para alavancar nosso desenvolvimento ?
A sociodiversidade e biodiversidade brasileiras são duas grandes riquezas que a nossa sociedade vem dilapidando de forma irresponsável, em prejuízo para as futuras gerações. Em vez de as utilizarmos como âncoras do desenvolvimento de nossa sociedade, estamos destruindo-as em nome de um falso tipo de desenvolvimento que, no fundo, representa a expansão de um modo de vida insustentável, baseado na cultura do individualismo, da ganância, do consumismo, da mercantilização de todas as relações e da apropriação privada de tudo e de todos.
As nações indígenas, os quilombolas, o caboclo, o ribeirinho, o pantaneiro, enfim as populações que vivem nas florestas, cerrados e campos, cujas culturas acumulam conhecimentos de convívio humano em equilíbrio com os ecossistemas na natureza, estão sendo dizimadas sob o olhar complacente do restante da sociedade brasileira. Essas culturas têm um valor inestimável diante do maior desafio que a humanidade está enfrentando atualmente, o desafio de evitar sua própria extinção.
Além de prestarem um importante serviço à nossa sociedade e ao planeta de preservação da biodiversidade e de cuidados com a manutenção dos serviços ambientais, os conhecimentos desenvolvidos e reproduzidos durante séculos por aquelas culturas podem ser fontes de inspiração e aprendizagem para a grande tarefa da humanidade, que é a construção de um novo padrão civilizatório sem o qual nunca seremos uma sociedade sustentável e justa.
Entendo que este nosso diálogo sobre a cultura de convivência com o diverso é, sem dúvida, uma forma adequada de apontar caminhos para mudar a situação comentada acima. Para aprofundar nossa reflexão, devemos então nos perguntar: o que queremos em uma cultura de convivência do diverso? O que é preciso mudar? Onde? Como?
O que queremos em uma cultura diversa
Falo do meu próprio desejo, porque acredito que ele é convergente com o desejo da maioria das pessoas que querem uma sociedade com essa cultura diversa. Quero uma sociedade em que as pessoas, de forma individual e coletiva, valorizam a vida em todas as suas dimensões e por isso cuidam para que as relações entre os seres vivos, em especial entre as pessoas, se realizem em condições de igualdade, com ampla liberdade e total solidariedade.
A liberdade é condição indispensável para que cada um de nós possa escolher o modo de produzir a sua própria existência, realizando todo o seu potencial humano. E a igualdade é condição fundamental para a liberdade. Cada um de nós só é livre se o outro também for, porque o outro somos nós todos. Liberdade pressupõe igualdade e vice-versa. Dessa conjugação entre liberdade e igualdade, nasce a solidariedade. A existência de ambas depende de sermos solidários entre nós na responsabilidade em cultivá-las. Não temos, portanto, como escapar da solidariedade. Esta é uma condição de partida para vivermos em sociedade. Mais do que uma condição para vida em sociedade, é uma condição para a existência da vida. A vida é, ela própria, uma manifestação da interdependência entre os seres vivos. Não há como ser vivo fora dessa interdependência.
Quando dissemos “uma sociedade em que as pessoas, de forma individual e coletiva, cuidam para que as relações se realizem com igualdade, liberdade e solidariedade”, queremos dizer, com o termo “cuidam”, que as pessoas criam as condições necessárias para que o fato ocorra. Ele não ocorrerá naturalmente. Basta ver a história da humanidade, ou então nos reportarmos à nossa própria insatisfação que motiva esse diálogo.
A questão de fundo passa a ser a definição de quais são as condições que precisamos criar para vivermos com liberdade, igualdade e solidariedade. Passemos então às questões sobre o que, onde e como mudar.
Caminhos para a mudança
Para avançarmos rumo a uma sociedade sustentável, precisamos, antes de tudo, conceber-nos como parte integrante da natureza; como parte dessa relação interdependente entre os seres vivos que Fritjof Capra chama de “teia da vida”. Quando falo “conceber-nos”, estou querendo dizer “nascermos de novo”. Transformarmos a nós mesmos em novos sujeitos. Criarmos uma nova visão sobre nós mesmos, sobre a nossa relação com o mundo, com a natureza, com o outro e conosco. Com uma visão holística do mundo poderemos refundar nossos juízos mestres que orientam nossas estratégias de convivência com o outro e nossas ações para satisfazer nossos desejos mais profundos. Aqui entram nossos princípios e valores. O que é que de fato importa? O que nos é caro e do qual não abrimos mão?
Ao concebermos nossa inserção no mundo como parte de um todo dinâmico, em que a mudança de uma parte afeta a outra, passaremos a valorizar o bem-estar do outro e do coletivo como condição para nosso próprio bem-estar. Enxergaremos os limites das estratégias individualistas e consumistas como forma de melhorar nossa própria qualidade de vida. Mudaremos nosso conceito de sucesso, medido atualmente por nossa capacidade de adquirir produtos e serviços no mercado, para um conceito que considera nossa capacidade de conviver e cooperar. Veremos que nem tudo pode ser comprado (apropriado privadamente) e que, se for comprado, perde seu valor. Perceberemos que a mercantilização de todas as relações é causa e consequência da nossa dificuldade de conviver com o diverso.
Veremos que aquilo que no fundo nos move é a mesma força que também impulsiona o outro. E que, o que de fato interessa é o amor que podemos sentir em nossa relação com o outro; é podermos imprimir nos corações e mentes dos que nos cercam as emoções e os registros de quem somos e o que fazemos para transcender nosso curto período de vida. Afinal, o querem aquelas pessoas que se dedicam a ser o melhor naquilo que fazem? Basta-lhes sentir a satisfação da sua própria potência? Basta-lhes saber que são capazes de realizar seus desejos ou eles querem também nosso reconhecimento pelo seu “feito”? Sem o reconhecimento do outro ninguém constrói sua própria identidade.
Assim, outra condição que precisamos criar é o reinado da ética. Ética aqui entendida como as leis internas que nos impomos, fruto do diálogo interno que fazemos com o outro que está em nós, necessária para a nossa existência enquanto indivíduo e coletivo. Sem o outro não há individualidade. Também não há ética. Ou, como diz Humberto Eco, a ética nasce quando o outro entra em cena.
Mas de que ética estamos falando? Estamos falando da ética fundada nos valores de respeito a todas as formas de manifestação da vida, à integridade física e moral das pessoas e à dignidade humana. Estamos, portanto, falando da ética que se fundamenta em princípios de cuidado, solidariedade e responsabilidade na relação com o diverso.
Os cuidados individuais e as mudanças pessoais comentadas até aqui são centrais, mas não são suficientes para nos levar à sociedade que queremos. São necessários cuidados coletivos e mudanças no ambiente de convívio desse coletivo. Aliás, as mudanças de visão e comportamento das pessoas só se estabelecem como cultura se houver mudança no ambiente social em que elas convivem. Uma mudança realimenta a outra, estabelecendo um novo padrão coletivo para os indivíduos, o qual denominamos cultura. Uma cultura de convivência do diverso com liberdade, igualdade e solidariedade requer um ambiente social em que a cidadania seja plena e a confiança entre as pessoas seja o padrão predominante.
Estamos falando de uma sociedade em que as diferenças entre as pessoas e a riqueza cultural daí derivada são valorizadas como um bem da humanidade. Deixam de ser fontes de injustiça e passam a ser desejadas e celebradas como fontes de alegria e de desenvolvimento humano.
A travessia entre a sociedade atual e a sociedade que queremos ser representa um grande desafio coletivo. Além dos problemas já comentados no inicio, tomemos a situação das mulheres e dos negros no mercado de trabalho urbano, retratada nas pesquisas realizadas pelo Instituto Ethos sobre o perfil social, racial e de gênero das 500 maiores empresas no Brasil, e teremos uma pequena medida da dimensão desse desafio.
De fato, a pesquisa nos revela a existência de dois grandes funis dificultando o acesso dos negros e das mulheres aos melhores empregos e cargos das empresas. O primeiro funil se verifica no acesso aos empregos e o segundo, que é interno, ocorre no acesso aos cargos. Na pesquisa realizada em 2007, por exemplo, as mulheres, cujas participações na população brasileira e na população economicamente ativa eram, respectivamente, de 51,3% e de 43,5%, alcançavam apenas 35% de participação no quadro de funcionários das 500 maiores empresas. E internamente, na ocupação dos cargos de chefia, sua participação reduzia-se gradualmente, até atingir apenas 11,5% nos cargos do quadro executivo.
Os dois funis são ainda mais estreitos para os negros. Representando 49,5% da população brasileira e tendo uma participação de 46,6% na população economicamente ativa, eles conseguem uma participação de apenas 25,1% no quadro funcional das 500 maiores empresas. No acesso aos cargos de direção, a queda de participação dos negros é radical, chegando a 3,5% nos cargos do quadro executivo.
Esses dados revelam como a desigualdade é mantida e reproduzida em nossa sociedade. Mas revelam também que, nas cidades, a atuação mais promissora para a mudança deveria se dar no mercado de trabalho. É lá que devemos colocar nossa melhor energia para construir essa nova cultura.
A estratégia de promover a diversidade com equidade nas organizações aparece como um caminho promissor. Primeiro, porque muitas empresas e outras organizações da sociedade já mostraram sensibilidade para essa questão. É assunto complexo, mas está ao alcance dessas organizações promover mudanças efetivas no quadro de desigualdade interna. Segundo, porque as mudanças de cultura implementadas no âmbito das organizações poderão ter um grande efeito indutor na cultura da sociedade. Mas tais mudanças não ocorrerão se ficarmos esperando que alguém faça alguma coisa. Nós é que temos de agir. Somos parte do problema e também podemos e devemos ser parte da solução.
*Paulo Itacarambi é vice-presidente-executivo do Instituto Ethos.
Postado por Orquidea às 11:27 0 comentários
Video: Amanda Diva - 40 MC's
AMANDA DIVA!!
Adoroo!
E esse som é um "tapa com luva de pinica" na cara dos falsos "MC's" que ousam se preocupar com a estética (com bling-blings, a roupa e o tênis novo do Kanye West), que usam deste movimento cultural como um simples hobby, e se esquecem do principal: da música e do seu verdadeiro poder de transformação!
Vamos estudar mais e trabalhar mais, meus queridos!
Postado por Orquidea às 11:06 0 comentários
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Morre a poetisa italiana Alda Merini!
A poetisa italiana Alda Merini, a quem o cineasta Pier Paolo Pasolini chamava carinhosamente de "a garota milanesa", morreu neste domingo (1), aos 78 anos de idade, em Milão, informou a agência de notícias Ansa. Postado por Orquidea às 18:55 0 comentários
Herdeiros de Bob Marley travam luta contra pirataria de produtos com nome do jamaicano
KINGSTON - A imagem do músico jamaicano Bob Marley ganha popularidade continuamente desde sua morte em 1981, aos 36 anos, junto com a exploração ilegal de uma enorme quantidade de produtos. Agora seus herdeiros estão tratando de fazer valer seus direitos como únicos donos dessa marca, comercializada em todo tipo de artigos, desde videogames e sapatos até esqui de neve.Calcula-se que a imagem e a música de Marley geram US$ 600 milhões anualmente em vendas ilegais. O comércio legal renderam apenas US$ 4 milhões a seus descendentes em 2007, segundo a revista "Forbes". A família do músico não se pronuncia sobre o faturamento.
Os herdeiros acabaram de contratar a firma Toronto Hilco Consumer Capital para fazer valer seus direitos comerciais. O diretor executivo da empresa, Jamie Salter, disse que os produtos que usam a imagem de Marley poderiam gerar em vendas em torno de US$ 1 bilhão em alguns anos.
Postado por Orquidea às 18:13 0 comentários
domingo, 1 de novembro de 2009
Jean Grae, Talib Kweli & 9th Wonder - Fat Beats NY!!
"Precisamos do apoio dos nossos fas! Ve se comprem alguma coisa, compre meu disco! Precisamos de grana.. Nao eh brincadeira!
Postado por Orquidea às 22:01 0 comentários
“Estética Marginal”: livro sobre grafite paulistano
Postado por Café Crime às 19:00 0 comentários
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
BET Hip Hop Awards - The Cypher
Postado por Café Crime às 11:00 0 comentários
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Deputado defende no plenário da Câmara a legalização da maconha e o plantio para consumo pessoal
BRASÍLIA - Escolhido pelo Ministério da Justiça o interlocutor do governo para revisão da lei sobre drogas, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) defende a legalização da maconha e do porte de pequenas quantidades para consumo pessoal. Em discurso na tarde desta quarta-feira, no plenário da Câmara, Teixeira citou exemplos de países que descriminalizaram o porte de pequenas quantidades, como Portugal e México. Teixeira defendeu também o fim da pena de prisão para o viciado que, para sustentar seu vício, vira um traficante.
- No caso da maconha, por exemplo, é possível legalizar sim, desde que tenhamos uma regulamentação mais severa do que a que existe hoje para o álcool e o tabaco. É possível e necessário fazer uma política de transição entre o estágio atual e a legalização, com a descriminalização do uso e da posse de pequenas quantidades para o uso pessoal. Defendo que o Brasil também faça a descriminalização do uso e do porte para consumo próprio - disse Paulo Teixeira.
Leia na integra
Postado por Café Crime às 12:03 0 comentários
Kamau e Emicida comemoram os 30 anos do Hip Hop no Programa Metrópolis
Postado por Café Crime às 11:49 0 comentários
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Brasil piora no ranking mundial de desigualdade entre homens e mulheres
NOVA YORK - O Brasil piorou sua posição entre as 134 maiores economias do mundo no que se refere à diferença entre homens e mulheres. No relatório de 2009, publicado pelo Fórum Econômico Mundial, apresentado nesta terça-feira em Nova York, o Brasil passou da 73ª posição em 2008, para 82ª neste ano, atrás de países como Gana e Tanzânia.
A queda de nove posições resulta, em parte, do acréscimo de quatro novos países no ranking de 2009. Sem essa alteração, o Brasil teria passado para a 80º posição. Desde 2006, o país vem piorando a sua colocação no ranking mundial, tendo passado da 67ª em 2006 para a atual pontuação.
O relatório da entidade mede a participação de homens e mulheres na sociedade de acordo com quatro critérios básicos: diferenças salariais e participação no mercado de trabalho, acesso à educação e nível de formação educacional, acesso à saúde e queda de índices de mortalidade, e por fim, participação política e posição em cargos de poder político. O Brasil piorou sobretudo no que se refere ao mercado de trabalho, com a remuneração feminina sendo reduzida quando comparada à mão-de-obra masculina.
No caso do Brasil, o pior desempenho ficou por conta das diferenças salariais e de participação no mercado de trabalho entre homens e mulheres. Se a pesquisa fosse feita apenas com o item diferenças salariais pelo mesmo trabalho efetuado, o Brasil estaria na 114ª posição. Em termos de direitos sociais, o Brasil ganhou uma nota ruim no quesito legislação capaz de coibir e punir a violência contra mulheres.
Postado por Orquidea às 11:05 0 comentários
Festival MOLA 2009 no Circo Voador
http://www.circovoador.com.br/mola2009/
Postado por Café Crime às 11:04 0 comentários
Joss Stone pela 2ª vez no Brasil !
Joss Stone começa a curta turnê brasileira pelo Rio de Janeiro no dia 22, no HSBC Arena. Os ingressos vão de R$ 70 a R$ 290. Até o dia 2 de novembro a venda é exclusiva a clientes HSBC/Mastercard. O público em geral poderá comprar a partir do dia 3 do mesmo mês pela internet, nos pontos de venda credenciados e pelo telefone 4003-2330.
No dia 22 é a vez de São Paulo receber a cantora no HSBC Brasil.
Considerada fenômeno mundial da soul music contemporânea, a loira do vozeirão nasceu em Devon - Inglaterra em 1987, e conquistou em seus poucos anos de carreira o reconhecido da indústria e do público com hits como "You Had Me", "Don't Cha Wanna Ride" e "Tell me What We Gonna Do".
O disco "Colour Me Free", quarto álbum da cantora, chega às lojas no dia 2 de novembro.
Tracklist
01. Free Me 03:53
02. Could Have Been You 04:52
03. Parallel Lines (Feat. Jeff Beck & Sheila E.) 04:27
04. Lady 04:22
05. 4 And 20 05:06
06. Big 'ol Game (Feat. Raphael Saadiq) 04:30
07. Governmentalist (Feat. Nas) 05:42
08. Incredible 02:46
09. You Got The Love 03:35
10. I Believe It To My Soul (Feat. David Sanborn) 04:30
11. Stalemate (Feat. Jamie Hartman) 04:19
12. Girlfriend On Demand 04:31
Postado por Orquidea às 10:36 0 comentários















